Hoje, erroneamente, disse que a frequência é obrigatória. Não é - eu tenho de cumprir as regras que anunciei no início.
É recomendado. É para mim muito difícil ser «justo» sem conhecer a maior parte dos alunos.
Neste momento, já estou na fase de aterrar o avião. Ainda falta um bocado, mas «senhoras e senhores, estamos a aproximar-nos do aeroporto, queiram apertar os vossos cintos e arrumar os tabuleiros».
Eu tenho uma noção do sentido da cadeira. Mas evito ser o tipo que vos diz «Leiam este policial, é incrível, só no fim descobrimos que o assassino é o Umberto Eco».
A cadeira tem questões transversais - muitas - e outras que são específicas de cada género.
Hoje vimos:
- um livro com imagens pouco usual, O Castelo dos Destinos Cruzados, de Italo Calvino
- a busca de Ana Hatherly pelos antecessores daquilo que fazia
- o encontro com a poesia barroca visual portuguesa dos séc. XVII-XVIII
- vimos ainda o preconceito que tanto pode prejudicar como beneficiar - os casos das primeiras páginas dedicadas a Pessoas Importantes mais para os jornalistas que na verdade
- o caso Manuel Reis, dono do bar Frágil e, depois, da discoteca Lux
- e o caso Teresa Coelho, que uma jovem mestranda pensou mais importante para a edição portuguesa, porque tinha tido 12 páginas no Público na sua morte, do que os verdadeiramente importantes Alçada Baptista e Rogério Moura.
- O preconceito tanto desvaloriza como valoriza - mas tende a ser uma preguiça.
- A BD é sempre «para crianças» ou «infantilizando adultos» e superficial? Não.
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