quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Sumário 11/12

 O mito (cont.). As duas constelações de valores (introdução): a minha mãe chamava-me americano. O meu amigo Lionel achava-me parecido com Pierce Brosnan. Estraim certos? Errados? E, se errados, faziam de propósito? O Lionel tinha uma miopia típica de quem não estava habituado à diversidade em país alheio. Assim, viu semelhanças onde outros (infelizmente) verão muito poucas. O centro e o desvio, o essencial e o acessório. Não são o mesmo para todos, pois não?

O que é essencial e acessório? O lazer ou o trabalho? Funcionar ou existir? Servir ou ser servido? Ter o canudo ou aprender? 

Que área de «saber» é o da literatura? 

Queria ter falado de uma nova série que começa no AMC hoje mesmo: Soulmate. À letra: alma gémea, cara metade, a pessoa que encaixa em nós à perfeição, física e espiritualmente. 

A premissa dos seis episódios é: e se a ciência e uma empresa conseguirem mesmo encontrar por nós a pessoa que nos completa? Para muitos será uma maravilha: finalmente deixaremos de ter trabalho e de andar perdidos. Para mim é uma distopia: deixei de ter trabalho, mas só os bebés gostam da papinha toda feita. 

E em que podemos ser científicos? Talvez em duas coisas: rigor no discurso, navegação à vista do texto. Se eu disser que no canto IV d'Os Lusíadas Camões fala com extraterrestres, até parece interessante, mas vou ter de explicar muito bem - com exemplos concretos - em que estrofe e versos vejo isso.  

O mito de Sísifo: Camus, «Temos de imaginar Sísifo feliz!». Aqui pp-85-88.

O mito é uma narrativa. Uma história liga as coisas. O mito pode explicar/aajudar a compreender muita coisa: quem somos, de onde vimos, para onde vamos, por que motivo agimos/devemos agir de certa maneira. 

Talvez uma casa? 

Uma estrela que nos guia no deserto (para encontrarmos Jesus), que nos conforta na tempestade (como um partido, uma igreja, um amor, uma causa), um fio de Ariadne que dá sentido ao labirinto.   

O fio à meada, o fio condutor, o fio de Ariadne que dá sentido ao labirinto. Três clips: Paula White, David Chapelle, Yeshayahu Leibowitz.

Quanto aos vossos cartoons: vocês são excelentes leitores. Não vos foi difícil encontrar uma relação, uma concordância, para aquelas imagens. 


A ler: «Brinquedos», de Roland Barthes.  

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