segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Aula 16 novembro

Falo dos textos de que gosto. Falem dos vossos. 

Soulmatx - o computador decide por mim. Já não corro o risco de errar, de dizer Erros meus, má Fortuna. Amor ardente/em minha perdição se conjuraram. 


Que textos lemos? 

Funes, o memorioso - não distingue, não hierarquiza. 

Hierarquizar é bom; acreditar piamente na hierarquia já nem por isso. 

FC: possibilidade. 

Distopias: mais exorcismos que vaticínios. 

A moça que não sabia que estava grávida, o moço que não sabia que tinha cancro, o amigo de infância cujos pais não queriam «incomodar os senhores doutores». 

O pai na estação de Oeiras que chamou o 112 porque uma criança caiu do escorrega deixando a ressalva de que «se calhar não é nada». É um monstro? É má pessoa? Claro que não. 

As marcas do tempo na linguagem: meninos rabinos, fazer judiarias, ser somítico...

Paul Watzlawick: como ser infeliz em dez lições, pensar fora da caixa. 


Bape-papo:  


De Patricia Reis Cabral para Todos:  02:39 PM

Os portugueses sabem mais sobre o holocausto do que sobre a escravidão de pessoas negras.

De Madalena Moreira para Todos:  03:06 PM

Soulmate?

De Patricia Reis Cabral para Todos:  03:26 PM

Arte poética


Escrever um poema

é como apanhar um peixe

com as mãos

nunca pesquei assim um peixe

mas posso falar assim

sei que nem tudo o que vem às mãos

é peixe

o peixe debate-se

tenta escapar-se

escapa-se

eu persisto

luto corpo a corpo

com o peixe

ou morremos os dois

ou nos salvamos os dois

tenho de estar atenta

tenho medo de não chegar ao fim

é uma questão de vida ou de morte

quando chego ao fim

descubro que precisei de apanhar o peixe

para me livrar do peixe

livro-me do peixe com o alívio

que não sei dizer


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Notas finais

 Meus caros, aqui estão as notas finais. Sugiro a quem ficou insatisfeito que faça o exame de melhoria - baixar não baixa. Ou comunique comi...